
Por escudo, uma poesia
Que não merece ser ouvida.
Por espada, uma flor morta
Com suas poucas pétalas.
O vento sopra gelado.
E assim vou eu, desarmado,
Desamado,
Desalmado,
Descontente pelo crepúsculo
Que há em mim.
Nem dia e nem noite,
Nem luz, nem trevas.
As horas desconvalecem,
E o tempo não se faz,
Pois é tarde demais para ser hoje
E cedo o bastante para ser amanhã.
Só resta esperar
O que não virá.
A última pétala se foi,
O crepúsculo sou eu.







