Quando a noite retorno para casa triste e solitário,
Vejo numa casa simples, sem pintura e de janela colonial,
Um homem negro, estático, sombrio e inexprimível.
O que espera o Homem negro na janela?
O que procura observar na madrugada
Que se estende escura sobre os raros
Transeuntes bêbados da ruela onde passo?
Tenho medo de me tornar igual a você
Homem negro, e ver a vida da janela:
Calado, sombrio e inexprímivel.
Onde foram os seus amores?
Onde foram os seu pais, primos e irmãos?
Onde estão os sonhos da sua infância?
Por que você está sozinho Homem negro?
Desculpe-me por não falar contigo.
Tenho tanto medo de me ver em você,
Que rezo para não me tornar,
Mais um Homem negro na janela.
Vejo numa casa simples, sem pintura e de janela colonial,
Um homem negro, estático, sombrio e inexprimível.
O que espera o Homem negro na janela?
O que procura observar na madrugada
Que se estende escura sobre os raros
Transeuntes bêbados da ruela onde passo?
Tenho medo de me tornar igual a você
Homem negro, e ver a vida da janela:
Calado, sombrio e inexprímivel.
Onde foram os seus amores?
Onde foram os seu pais, primos e irmãos?
Onde estão os sonhos da sua infância?
Por que você está sozinho Homem negro?
Desculpe-me por não falar contigo.
Tenho tanto medo de me ver em você,
Que rezo para não me tornar,
Mais um Homem negro na janela.

3 Comments:
muito bonito.
Transpira a sentimentos/emoções por aqui.
poxa, sergio. q bonito!
vê só q escrevi algo parecido há algum tempo atrás...
vê lá: http://intensidadesvirtualizadas.blogspot.com/2006_03_01_intensidadesvirtualizadas_archive.html
chama-se Palpitações Mnêmicas... (quer dizer, outros versos crus...)
abração!
enfim, tá lá no mês de março...
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