
Se quiseres me salvar amor,
Salva-me agora.
Salva-me por que
Não posso por mim,
E por ti também não posso.
Se quiseres realmente,
Salva-me hoje.
Ou na pior das hipóteses, amanhã.
Pois bem sei que a seu tempo, o amanhã será hoje.
Do mesmo modo que existência será lembrança,
Lembrança, esquecimento,
E amor...
O amor,
Sinceramente...não sei.
E o não saber é o que me ensina,
Que eterno vivo no oceano da meia existência,
Lá ondes onde os corações valorosos,
vivem uma vida cheia de metades,
Sonhando metade das coisas,
não sendo jamais inteiro.
Ah, amor!
Já estou tão impregnado de inexistência,
que não me recordo
de ter sido algum dia pleno.
Nem contigo fui completo,
Pois minha lembrança de você
tornou-se esquecimento.
E agora pouca coisa me importa,
Pois sei que não me salvarás...
Não se salva o que não existe.

5 Comments:
Nossa, que coisa mais linda!!!!!!!!!!!!!
Tô sem palavras!!!!!!
Poesia na essência da palavra!
Parabéns!!!!
Lindo demais!
Demorou mas voltou arrebentando! ;)
Bjo!
Exagero.
Este comentário foi removido pelo autor.
Que coisa mais linda!!!!!!!!!!
Puxa, parece até que você conhece meu coração. Estou emocionada mesmo!
Parabéns pela sua obra.
Sou fã!
bj
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