Quinta-feira, Setembro 21


Se quiseres me salvar amor,
Salva-me agora.
Salva-me por que
Não posso por mim,
E por ti também não posso.

Se quiseres realmente,
Salva-me hoje.
Ou na pior das hipóteses, amanhã.
Pois bem sei que a seu tempo, o amanhã será hoje.

Do mesmo modo que existência será lembrança,
Lembrança, esquecimento,
E amor...

O amor,
Sinceramente...não sei.
E o não saber é o que me ensina,
Que eterno vivo no oceano da meia existência,

Lá ondes onde os corações valorosos,
vivem uma vida cheia de metades,
Sonhando metade das coisas,
não sendo jamais inteiro.

Ah, amor!
Já estou tão impregnado de inexistência,
que não me recordo
de ter sido algum dia pleno.

Nem contigo fui completo,
Pois minha lembrança de você
tornou-se esquecimento.

E agora pouca coisa me importa,
Pois sei que não me salvarás...

Não se salva o que não existe.

5 Comments:

Blogger Aninha said...

Nossa, que coisa mais linda!!!!!!!!!!!!!
Tô sem palavras!!!!!!
Poesia na essência da palavra!
Parabéns!!!!

11:08 AM  
Blogger Van Magenta said...

Lindo demais!
Demorou mas voltou arrebentando! ;)
Bjo!

10:55 AM  
Blogger S. Salazar said...

Exagero.

10:46 AM  
Blogger Polyana said...

Este comentário foi removido pelo autor.

2:26 PM  
Blogger Mel said...

Que coisa mais linda!!!!!!!!!!
Puxa, parece até que você conhece meu coração. Estou emocionada mesmo!
Parabéns pela sua obra.
Sou fã!
bj

8:35 PM  

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