
Morro cada vez mais devagar.
Não tenho hoje tanta pressa.
Foi-se o tempo em que o mau destino
Fez de mim o que bem quis.
Não há mais por que ter pressa.
As caronas já se foram,
Os ônibus já cessaram
E os taxis não me levam.
O dia que se foi,
Deixou marcas profundas.
Mas lúcido contento-me
Com o que resta.
Não há por que ter pressa,
Pois sei que por justiça,
Educação ou cortesia
A morte, até onde pode, aguarda.
Mas a vida, essa dama inglória
Que por prazer cobra seu preço,
Diz em sussurro aos ouvidos
Que de forma alguma espera.
Hoje,
Tenho pressa em viver,
Mas estou tão atrasado...
Passei tempo demais morrendo.

5 Comments:
Que paulada! O_o
Desde a foto, o poema, bom demais.
Tava precisando de uns bons versos hoje. =]
BjO!
pressa de viver...
Como aprender com as núvens a passar e a ser leve?
Como existir sem ser como as folhas?
O que disse o inverno quando passou acenando com sua mão de árvore solitária?
Não ouvimos (respiramos)?
acho q até q não temos deixado muito a desejar nesses últimos tempos não, né?
Tempo demais mesmo... recuperável?
Viver dá trabalho demais, cansa... aqueles tempos eram mais cômodos, talvez. Ainda assim, vale à pena.
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