
Por escudo, uma poesia
Que não merece ser ouvida.
Por espada, uma flor morta
Com suas poucas pétalas.
O vento sopra gelado.
E assim vou eu, desarmado,
Desamado,
Desalmado,
Descontente pelo crepúsculo
Que há em mim.
Nem dia e nem noite,
Nem luz, nem trevas.
As horas desconvalecem,
E o tempo não se faz,
Pois é tarde demais para ser hoje
E cedo o bastante para ser amanhã.
Só resta esperar
O que não virá.
A última pétala se foi,
O crepúsculo sou eu.

7 Comments:
Tu és poeta. Fato, fato, fato. Muito boa a poesia que em ti se faz. E tu também és amigo desnaturado. Mutuamente, admito. Já é hora de resolvermos isso, um o amigo abismo, outro o amigo crepúsculo. Encontremo-nos, ambos aqueles que são obnubilados, tentando escavar o discurso...
só digo q crepúsculos são dos momentos mais belos do dia.
e q nunca são desacompanhados.
nunca.
um abração de amigo.
ps: eu te coloquei nos links de meu blog, algum problema?
espero mesmo q não.
Sempre passo por aqui pra ver belas palavras.
Um beijo pro menino cinza!
Bom fim de semana.
Seu jeito de escrever parece com o meu. Pena q não escrevo nada há 3 anos.
Quem sabe um dia eu volto!
Parabéns pela percepção artística e poética!
Conte comigo : bpleticia@hotmail.com
ptz muito linda as suas poesias
e como pode haver dor em algo tão belo!
não há dor, só há beleza!
bjs
Bonjorno, obnubilando.blogspot.com!
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